Monday, November 09, 2009
De volta
Leituras Dominicais
dois acontecimentos que marcaram a semana passada: a morte de Qian Xuesen, Pai do Programa Espacial Chinês, e a demissão do Ministro da Educação Zhou Ji.
Willy Lam escreve sobre a operação em larga escala de combate ao crime organizado em Chongqing.
Gregor Peter Schmitz escreve que a União Europeia tem de mudar a relação que tem com os EUA.
Vídeo Dominical
A entrevista (em seis partes) de Charlie Rose ao Pai-Fundador de Singapura Lee Kwan Yew. Como sempre, com observações de grande interesse para partilhar. Chego aqui através da Oriental Praia, blogue bastante interessante da autoria de Jorge Godinho.
Sunday, October 11, 2009
Leituras Dominicais

"CCP 17th Central Committee Plenum Skips Xi Jinping and Inner-Party Democracy", Willy Lam, China Brief.
"China Rising: Have Cash, Buy Oil", Dilip Hiro, Yale Global.
"Reviewing Sixty Years of History: What If Things Had Not Happened This Way?", Yi Dangren, CEG.
Thursday, October 01, 2009
60 anos de China Popular
1. 國慶 快樂! Que é como quem diz, Feliz Dia Nacional!
2. No sempre interressante blogue A Terceira Noite, Rui Bebiano perorre referências livros que também me têm servido de mapa para entender a complexidade de um país, onde vivo, mas, na verdade, à beira do qual me encontro (Macau ainda é para todos os efeitos à beira-China). São essas personagens (pessoas) de Cisnes Selvagens (de Jung Chang), China Witness ou Mulheres da China (de Xinran) cujas vidas cruzam uma História recente voraz, plena de contradições.
Um outro exemplo, neste caso escrito por um ocidental, é Chinese Lessons de John Pomfret. um livro em que o autor revisita, 20 anos depois, as histórias de vida de cinco antigos colegas de univeridade, quando Pomfret estudou em Nanjing, na China.
Like many officials who tried but failed to become a member, Song senior loved the Communist Party with the wounded intensity of a spurned lover. even after the end of the Cultural revolution and the arrest of the Gang of Four, he insisited on the party's infability. One day in the mid-1980's Daybreak Song and his father were at a public bath where someone asked the aging bureaucrat why he still supportd the party.
"Well", he replied edgily, as if it was common knowledge, "everything the party did was correct.
(pp. 64-65).
3. A propósito do Dia Nacional, participei num programa emitido hoje pela Rádio Macau, numa conversa conduzida pelo Gilberto Lopes, em que esteve presente também José Luís Sales Marques.
Monday, September 21, 2009
Eleições Legislativas em Macau
Na blogosfera, o destaque vai para o Bairro do Oriente, aqui e aqui.
Na imprensa:
"Não aprendemos nada", de Carlos Picassinos.
"Mudar alguma coisa para tudo ficar como dantes...", José Rocha Dinis.
"Democratas, Operários e Melinda", Gilberto Lopes.
Os resultados, provisórios (???!!) estão disponíveis aqui.
Sunday, September 20, 2009
Election Day!
Saturday, September 19, 2009
Tuesday, September 15, 2009
Geração Xi: à espera de um sinal

"Analysts will watch the meeting, the annual plenary session of the party’s 17th Central Committee, to see whether Vice President Xi Jinping is given the additional title of vice chairman of the Central Military Commission. Such an appointment would be seen as a confirmation that Mr. Xi, 56, is set to succeed President Hu Jintao when Mr. Hu’s second term ends in 2012. Any Chinese leader must have experience in leading the military, which is under party control. Mr. Hu was awarded the same post in 1999, three years before he became the party’s general secretary in 2002".
New York Times.
Sunday, September 13, 2009
Leituras Dominicais

"New media approach to mass incidents: how much is really changed?", China Election and Government.
"Sea-change in Japanese Politics Offers Hopes for Better Ties with China", Willy Lam, China Brief.
"The party under siege in Urumqi", The Economist.
Thursday, September 03, 2009
Bo, de Dalian, Chongqing e Beijing.
Bo Xilai é um político talentoso. Tem-no provado ao longo das últimas duas décadas. No livro "Pela China dentro", António Caeiro fala dele quando Bo, princeling filho de Bo Yibo, um dos chamados Oito Imortais que lideraram a China entre o fim da Revolução Cultural e o final da dé cada de 1980, era presidente da Câmara de Dalian, na província de Liaoning. Formado em jornalismo (uma caso raríssimo entre o lote de engenheiros da Quarta Geração e economistas-juristas da Quinta Geração), Bo Xilai faz valer a sua formação na forma como lida com os media e através destes como comunica com os cidadãos.
"Bo Xilai era mais conhecido que o primeiro-secretário do Partido, que formalmente é o número um da hierarquia local. Gostava de andar pela rua, entre o povo, e as pessoas reconheciam-no. parecia um político ocidental" (António Caeiro, Pela China Dentro: Uma viagem de 12 anos, p.112).
Mais tarde foi governador de Liaoning e depois Ministro do Comércio, cargo com o qual ganhou dimensão internacional. Em 2007, chegou a ser referido como um forte candidato ao Comité Permanente do Politburo (CPP) do Partido Comunista Chinês, mas em vez disso, apenas ficou no Politburo alargado e foi "enxotado" para Chongqing onde lhe foi atribuído o cargo de primeiro-secretário do Partido. Bo foi excluído do núcleo duro da Quinta Geração, sendo afastado de Pequim e dos holofotes dos media. Isto até Junho deste ano, quando decidiu transformar uma aparente desvantagem - estar fora da capital- para lançar uma campanha de limpeza do crime organizado no município de Chongqing. O South China Morning Post traz na edição desta Quinta-feira um texto ilustrativo sobre o alcance da operação de BoXilai, no que diz respeito ás suas ambições e possibilidades de ascensão política, de volta para Pequim, com os olhos postos em 2012, altura em que vai ser escolhida a nova liderança do Partido. Bo está bem colocando para subir ao CPP.
"People in Chongqing, and mainland media, have lavished Bo with praise for his courage in taking on the gangs, whose members colluded with police and government officials. An article posted on the website of the party mouthpiece People's Daily even compared his campaign to that by the late paramount leader Deng Xiaoping to wipe out bandits in the southwest 60 years ago (…) Bo has been a member of the Politburo since 2007, and his move to Chongqing came soon after his elevation. It was widely interpreted as a step to prepare him for a high position in the central government. Like his predecessor in Chongqing, Wang Yang, Bo is believed to have a good chance of promotion before 2012, when incumbent leaders will retire".
"Is it next stop Beijing for Bo aboard the Chongqing express?", Shi jiangtao, South China Morning Post,
Monday, August 31, 2009
The tide has changed
Quanto às implicações na Região, sobretudo no que diz respeito às relações com a China, eis um texto interessante, com a perspectiva de Jian Junbo, da Universidade de Fudan (Xangai):
"With the Democratic Party of Japan (DPJ) becoming Japan's ruling party after its landslide victory in the just-concluded general elections, a number of analysts and experts in China expect the two countries to move closer. "
Sunday, August 30, 2009
The tide is changing
"Japanese election set to end Liberal Democrats' long grip on power", The Guardian/Observer.
"Japan on the brink of a new era", Kosuke Takahash, no Asia Times.
P.S. Mais logo perceberemos a dimensão da - mais que esperada - vitória do Partido Democrata do Japão.
Saturday, August 29, 2009
Thursday, August 27, 2009
Beyond Sino-Lusophone Intersubjectivity

"Macau, China and the Portuguese Speaking Countries", Working Paper presented at “Inside/Outside: 60 years of Chinese Politics”, Hong Kong Political Science Association 2009 Conference, August, 20-21, Hong Kong University of Science and Technology.
Saturday, August 22, 2009
Leituras Dominicais

"Hu's Anti-Graft Drives Lack Institutional Checks and Reforms", Willy Lam, China Brief (Jamestown Foundation).
"End-to-privatization call stirs debate", Liang Chen, Global Times.
"China's Emergence from Economic Crisis", Barry Naughton, China Leadership Monitor.
Saturday, August 08, 2009
Pequim 2008, um ano depois
Há um ano, às 8 horas e 8 minutos do dia 8-8-2008 começavam os Jogos Olímpicos em Pequim. Os JO consagravam a re-emergência da China, sendo ao mesmo tempo uma oportunidade para o mundo entender melhor a cultura chinesa e a China se abrir mais ao mundo. Os Jogos foram um sucesso - não obstante os casos da pequena cantora que fez playback de outra menina menos bonita, mas com voz resplandecente ou as dúvidas quanto à idade de algumas ginastas da selecção chinesa. Antes das competições a questão do Tibete e dos direitos humanos ameaçava manchar o evento. Mas durante o certame, foi mesmo o desporto que brilhou nos media internacionais, com momentos fantásticos protagonizados por Usain Bolt, Micahel Phelps ou Yelena Isinbayeva. Após os JO, o presidente do Comité Olímpico Internacional dizia “Os Jogos Olímpicos vão mudar a China (..) vão ver”. Em que sentido mudaram, um ano depois? É difícil de responder a essa questão. Por ventura um ano é pouco tempo para ver essas mudanças (falta saber em que sentido Rogge falava em mudanças, mas supõe-se que seriam no sentido de uma maior abertura e mais respeito pelos direitos humanos). Quem vive em Pequim, diz-me que os sinais que existem apontam no sentido de algumas regressões a esse nível. Este ano, com datas sensíveis como os 50 anos da fuga do Dalai Lama, os 20 anos do Massacre de Tiananmen ou os 60 anos da fundação da república popular da China, o cerco a potenciais “troublemakers” aumentou, com destaque para as perseguições a activistas, advogados de cidadãos que contestam o Estado ou ciberactivistas . A verdade é que a necessidade de controlar os movimentos “em rede” na rede de cariz autónomo tem sido elevada a “prime directive”. A manutenção da ordem social num contexto de crise financeira internacional surge aos olhos da liderança como algo de fulcral para evitar um ciclo devastador de “social unrest”.
Todavia, noutros aspectos, há sem dúvida melhorias a registar. Na sequência das medidas introduzidas há um ano, a qualidade do ar em Pequim melhorou. Recintos como o Ninho de Pássaro e o Cubo Aquático tornaram-se em novos focos de atracção turística numa Pequim com um ar cada vez mais sofisticado e moderno. Apesar da noção que referi anteriormente em que o punho de aço se torna mais visível debaixo da luva de veludo, simultaneamente existem sinais de um maior empenho e supervisão dos cidadãos sobre as questões públicas.
Num artigo publicado pela Xinhua – agência de notícias oficial da RPC – é feito um balanço do que mudou neste ano. Chen Changfeng, professora de Comunicação na Universidade de Tsianghua considera que as pessoas estão mais atentas às questões cívicas e que o “povo chinês está certamente mais aberto ao mundo”. No entanto, e”não podemos esperar que as mudanças aconteçam da noite para o dia”... “It takes time”.
Se essas mudanças internas levam tempo, do ponto de vista externo este ano tem sido de uma mais rápida ascensão e assunção da China enquanto global player. Desde logo, num contexto de crise internacional, Pequim está claramente a ser a primeira grande economia a arrancar com um regresso ao crescimento económico na ordem de 7,9 por cento no segundo trimestre. Além disso, ao nível da segurança internacional, o envio de navios de guerra para a zona ao largo da Somália para combater a pirataria ao largo do Corno de África marcou o regresso da marinha da China a esta zona do Oceano Índico, quase seis séculos depois das expedições do almirante Zheng He.
Com o tempo, poderemos perceber melhor que aspectos aqui referidos são conjunturais ou estruturais. Em todo o caso, parece claro que um ano depois a China está sitius, altius et fortius

